Adulterantes no crack vendido na “Cracolândia” Importante estudo de Marcelo Ribeiro sobre o consumo adulterado.

Em junho de 2019, foi publicado na revista “Trends in Psychiatry and Psychotherapy “, um artigo de autoria de Marcelo Ribeiro, Quirino Cordeiro, Ronaldo Laranjeira e outros autores abordando o tema: Adulterantes no crack vendido na “Cracolândia” .

O Brasil é o maior consumidor mundial de crack, e a dependência é um grande problema de saúde pública. Este é o primeiro estudo a investigar a prevalência de adulterantes potencialmente nocivos presentes em amostras de cabelo de pacientes brasileiros com dependência de crack.

Métodos: Foram avaliados adulterantes em amostras de cabelos extraídos por conveniência de 100 pacientes internados na unidade de observação de 48 horas do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (CRATOD), o maior centro de tratamento de dependência do Brasil. Uma análise transversal foi realizada com os dados obtidos.

Resultados: Foram encontrados adulterantes em 97% das amostras de cabelo analisadas. O adulterante mais prevalente foi a lidocaína (92%), seguida da fenacetina (69%) e levamisol (31%).

Conclusão: Os adulterantes foram amplamente prevalentes em amostras de cabelo de usuários de crack tratados no CRATOD: pelo menos um adulterante estava presente em praticamente todas as amostras de cabelo coletadas. Isso aponta para a necessidade de monitorar os efeitos adversos no ambiente clínico, a fim de proporcionar a esse grupo de pacientes de alto risco cuidados imediatos e efetivos relacionados às complicações agudas e crônicas associadas a esses adulterantes.

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