{"id":35,"date":"2016-01-15T13:53:55","date_gmt":"2016-01-15T13:53:55","guid":{"rendered":"http:\/\/febract.org.br\/portal\/?page_id=35"},"modified":"2016-01-18T16:14:38","modified_gmt":"2016-01-18T16:14:38","slug":"comunidades-terapeuticas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/febract.org.br\/portal\/comunidades-terapeuticas\/","title":{"rendered":"Comunidades Terap\u00eauticas"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>O livro de Frederich B. Glaser: &#8220;As origens da Comunidade Terap\u00eautica sem drogas: uma hist\u00f3ria retrospectiva&#8221;, defende a id\u00e9ia de que elas existem h\u00e1 mais de dois mil anos.<\/p>\n<p>Uma comunidade de ess\u00eanios em Qumran, que reunia pessoas com &#8220;problemas da alma&#8221; (temores, ang\u00fastias, descontroles emocionais, paix\u00f5es desvairadas), tinha uma &#8220;Regra da Comunidade&#8221; ou &#8220;Manual de disciplina&#8221;, muito parecido com as normas existentes em nossas Comunidades Terap\u00eauticas.<\/p>\n<p>Mais tarde movimentos registrados na Inglaterra e nos E.E.U.U. (Grupos Oxford, A.A., Sijnanon e Day Top), apresentavam todos uma clara motiva\u00e7\u00e3o \u00e9tica e espiritual e, at\u00e9 hoje, influenciam uma parcela consider\u00e1vel de Comunidades Terap\u00eauticas em todo o mundo. Em 1953 o psiquiatra escoc\u00eas Maxwell Jones prop\u00f4s o que foi denominada de &#8220;3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o na Psiquiatria&#8221;. A Comunidade Terap\u00eautica proposta diferia em tudo dos hospitais psiqui\u00e1tricos ent\u00e3o existentes. Estes apresentavam uma estrutura rigidamente hierarquizada e que atuava de modo autocr\u00e1tico. Havia muito pouca comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas dos diferentes n\u00edveis e uma passividade dos internos, mantidos na ignor\u00e2ncia do que se passava ao seu redor e, principalmente, em rela\u00e7\u00e3o ao seu tratamento.<\/p>\n<p>A proposta de Maxwell Jones, realmente revolucion\u00e1ria, era a de democratizar essa estrutura diminuindo drasticamente a separa\u00e7\u00e3o entre os diferentes n\u00edveis, estimulando a comunica\u00e7\u00e3o entre todos os membros, incluindo todos (inclusive o ambiente) no processo terap\u00eautico, fazendo com que os internos participassem da condu\u00e7\u00e3o do dia-a-dia da Comunidade. As Assembl\u00e9ias Gerais com a participa\u00e7\u00e3o dos internos, todos com o direito de perguntar e de expor suas id\u00e9ias, garantiam a manuten\u00e7\u00e3o dos objetivos propostos.<\/p>\n<p>Os resultados alcan\u00e7ados foram bons, mas a pr\u00e1tica indicou algumas corre\u00e7\u00f5es de rumo, sem preju\u00edzo das diretrizes b\u00e1sicas. Maxwell Jones havia ressaltado a participa\u00e7\u00e3o ativa dos internos na pr\u00f3pria terapia, a comunica\u00e7\u00e3o social democr\u00e1tica e igualit\u00e1ria, o envolvimento de sentimentos, permitindo a redu\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Elena Goti, em 1997, lembrando que a CT n\u00e3o se destina a todo tipo de dependente, diz que ela deve ser aceita voluntariamente e que o residente \u00e9 o principal ator de sua cura, ficando a equipe com o papel de proporcionar apoio e ajuda.<\/p>\n<p>George De Leon, em 2000, enfatiza que a CT \u00e9 uma abordagem de auto-ajuda, fora das correntes psiqui\u00e1tricas, psicol\u00f3gicas e m\u00e9dica. Fala sobre a natureza terap\u00eautica de todo o ambiente, sobre sua grande flexibilidade, no enfoque da pessoa como um todo e diz que \u00e9 um processo a longo prazo, que deve resultar em mudan\u00e7a pessoal e no estilo de vida. Finalmente, adverte sobre o perigo de serem introduzidas pr\u00e1ticas que contrariem a ess\u00eancia da proposta da CT.<\/p>\n<p>A Comunidade Terap\u00eautica para o dependente qu\u00edmico, gra\u00e7as \u00e0 sua grande flexibilidade tem sido adotada em pa\u00edses com diferentes formas de governo, de culturas diversas, de v\u00e1rios graus de desenvolvimento e de religi\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>Quando seus princ\u00edpios b\u00e1sicos s\u00e3o respeitados os resultados obtidos s\u00e3o bons, o que explica sua multiplica\u00e7\u00e3o constante em todos os continentes.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia B\u00e1sica<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. DE LEON<\/strong>, George. A Comunidade Terap\u00eautica: Teoria, Modelo e M\u00e9todo. Ed. Loyola, 2003;<\/p>\n<p><strong>2. FEBRACT<\/strong>. Drogas e \u00c1lcool &#8211; Preven\u00e7\u00e3o e Tratamento. Ed. Komedi, 2001;<\/p>\n<p><strong>3. GOTI<\/strong>, M.E. La Comunidad Terap\u00e9utica &#8211; Um desafio e la droga. Ed. Nueva Vision, 1990.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro de Frederich B. Glaser: &#8220;As origens da Comunidade Terap\u00eautica sem drogas: uma hist\u00f3ria retrospectiva&#8221;, defende a id\u00e9ia de que elas existem h\u00e1 mais de dois mil anos. 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