{"id":11835,"date":"2025-12-22T14:35:16","date_gmt":"2025-12-22T17:35:16","guid":{"rendered":"https:\/\/febract.org.br\/portal\/?p=11835"},"modified":"2025-12-22T14:53:33","modified_gmt":"2025-12-22T17:53:33","slug":"contestacao-relatorio-insp-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/febract.org.br\/portal\/2025\/12\/22\/contestacao-relatorio-insp-2025\/","title":{"rendered":"CONTESTA\u00c7\u00c3O AO \u201cRelat\u00f3rio da Inspe\u00e7\u00e3o Nacional em Comunidades Terap\u00eauticas \u2013 2025\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>\u00c9 com profunda indigna\u00e7\u00e3o e um sentimento de injusti\u00e7a que recebemos mais um relat\u00f3rio de \u201cinspe\u00e7\u00e3o nacional\u201d. Este documento n\u00e3o \u00e9 uma an\u00e1lise; \u00e9 uma senten\u00e7a para as Comunidades Terap\u00eauticas (CTs).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez o ataque constante e indiscriminado generaliza as falhas de institui\u00e7\u00f5es clandestinas para deslegitimar todo um sistema de aten\u00e7\u00e3o a pessoas e fam\u00edlias que sofrem com o uso nocivo de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do caos social e da aus\u00eancia de vagas no setor p\u00fablico, novamente a \u00fanica \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d proposta \u00e9 o fechamento, sem que se apresente uma alternativa vi\u00e1vel e humana para acolher as vidas que seriam descartadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta contesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a defesa, n\u00e3o de um modelo ut\u00f3pico, mas sim de um servi\u00e7o real e profissionalizado que tem demonstrado, com evid\u00eancias cient\u00edficas e alto \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios usu\u00e1rios e seus familiares, ser capaz de oferecer uma oportunidade e, acolhimento com respeito e dignidade. N\u00e3o permitiremos que o preconceito ideol\u00f3gico anule a esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por este motivo, esta contesta\u00e7\u00e3o ao \u201cRelat\u00f3rio da Inspe\u00e7\u00e3o Nacional em Comunidades Terap\u00eauticas \u2013 2025\u201d (RINCTS_25) est\u00e1 pautada na clareza conceitual e metodol\u00f3gica, conforme o rigor exigido pelo debate sobre pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade mental e drogas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o: o paradigma da Comunidade Terap\u00eautica e a Reforma Psiqui\u00e1trica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O RINCTS_25, produzido pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidad\u00e3o (PFDC\/MPF) e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), apresenta achados que denunciam graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e a persist\u00eancia de uma l\u00f3gica manicomial em estabelecimentos que se autodenominam Comunidades Terap\u00eauticas (CTs).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a an\u00e1lise desses achados e as conclus\u00f5es do RINCTS_25 s\u00e3o substancialmente question\u00e1veis, pois parecem desconsiderar propositalmente a distin\u00e7\u00e3o fundamental entre o <strong>modelo conceitual leg\u00edtimo<\/strong> de Comunidade Terap\u00eautica e a <strong>pr\u00e1tica irrespons\u00e1vel e ilegal<\/strong> de institui\u00e7\u00f5es clandestinas ou n\u00e3o regulamentadas, ignorando a pr\u00f3pria ess\u00eancia da hist\u00f3ria e das bases conceituais do modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Comunidade Terap\u00eautica, em sua origem hist\u00f3rica e conceitual, surge no mesmo cen\u00e1rio da Reforma Psiqui\u00e1trica e do Movimento de Luta Antimanicomial, no contexto mundial da sa\u00fade mental na segunda metade do s\u00e9culo passado. Longe de ser um retorno ao asilo, o modelo original de CT, conforme proposto por Maxwell Jones, baseia-se em um modelo psicossocial e democr\u00e1tico que visa a reinser\u00e7\u00e3o social, o respeito \u00e0 dignidade humana e a participa\u00e7\u00e3o ativa dos acolhidos no seu processo de recupera\u00e7\u00e3o, divergindo, na sua ess\u00eancia, da l\u00f3gica de confinamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O RINCTS_25 se insere em uma s\u00e9rie de relat\u00f3rios, como o do CFP\/MNPCT\/PFDC\/MPF (2017), que foram criticados por utilizar uma metodologia e uma amostragem n\u00e3o cient\u00edficas para tra\u00e7ar um panorama que descredita o modelo de CT como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Comunidades Terap\u00eauticas (FEBRACT) e outros grupos organizados, por sua vez, t\u00eam insistentemente apontado a necessidade de distinguir as CTs regulamentadas que seguem rigorosamente os princ\u00edpios \u00e9ticos e a legisla\u00e7\u00e3o, daquelas institui\u00e7\u00f5es irregulares, cujas pr\u00e1ticas desumanas s\u00e3o, na verdade, denunciadas e combatidas pela pr\u00f3pria FEBRACT.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contesta\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica: o enviesamento da amostra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da contesta\u00e7\u00e3o ao RINCTS_25 reside em sua metodologia de inspe\u00e7\u00e3o e na validade de sua amostragem para a generaliza\u00e7\u00e3o dos resultados. Embora o RINCTS_25 afirme que seu estudo tem car\u00e1ter explorat\u00f3rio e n\u00e3o estat\u00edstico, refletindo uma pequena parcela do universo, ele o faz para fundamentar conclus\u00f5es que, no final, exigem uma reformula\u00e7\u00e3o profunda da pol\u00edtica de aten\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, o que exige um rigor cient\u00edfico que n\u00e3o foi demonstrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Relat\u00f3rios anteriores, de natureza semelhante ao RINCTS_25, foram amplamente criticados por basearem suas conclus\u00f5es em amostras estatisticamente insignificantes e tendenciosamente selecionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, o Relat\u00f3rio de 2017 do CFP inspecionou apenas 28 locais, o que representaria aproximadamente 1,5% do total de CTs atuantes, sendo que 10 destes afirmaram receber interna\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias e 18 imp\u00f5em interna\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias e compuls\u00f3rias, o que, por princ\u00edpio (ou \u2018por si s\u00f3\u2019, ou \u2018por valor pr\u00e9vio\u2019) j\u00e1 os desqualificam como CTs.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De forma an\u00e1loga, o RINCTS_25 inspecionou 43 institui\u00e7\u00f5es, um n\u00famero igualmente pequeno em rela\u00e7\u00e3o ao universo de CTs que, em 2014, era de quase 1900, segundo a SENAD (2017).<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>principal falha metodol\u00f3gica<\/strong> reside na <strong>aus\u00eancia de crit\u00e9rios claros para a escolha dos locais inspecionados<\/strong>, levantando o questionamento de se a amostra foi intencionalmente composta por estabelecimentos que divergiam das caracter\u00edsticas essenciais das verdadeiras CTs, ou locais que apresentaram algum tipo de den\u00fancia pr\u00e9via.<\/p>\n\n\n\n<p>O RINCTS_25 relata, por exemplo, que 57,9% das CTs ultrapassam o limite de um ano de acolhimento, e que foram constatadas interna\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias, uso de conten\u00e7\u00e3o e restri\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o. Tais pr\u00e1ticas claramente descaracterizam fundamentalmente o servi\u00e7o de CT, sendo mais t\u00edpicas de cl\u00ednicas involunt\u00e1rias clandestinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema metodol\u00f3gico do RINCTS \u00e9 que define a metodologia de inspe\u00e7\u00e3o, mas <strong>n\u00e3o especifica como, de fato, as irregularidades foram identificadas.<\/strong> Em vez disso, ele apresenta <strong>48 relatos de irregularidades e viola\u00e7\u00f5es<\/strong>, dos quais apenas cerca de <strong>um ter\u00e7o<\/strong> podem ser considerados <strong>evid\u00eancia direta e inequ\u00edvoca<\/strong> de pr\u00e1ticas que violam a legisla\u00e7\u00e3o vigente ou os direitos humanos fundamentais. O restante dos relatos \u00e9 referente a descri\u00e7\u00f5es das rotinas dos locais por parte das equipes entrevistadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este 1\/3 de relatos individuais de abusos, viol\u00eancias e irregularidades, embora ver\u00eddicos e totalmente repudi\u00e1veis, al\u00e9m de documentar pr\u00e1ticas que descaracterizam claramente o modelo aut\u00eantico de CT, <strong>n\u00e3o s\u00e3o suficientes para validar a generaliza\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es<\/strong> para todas as CTs do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, uma pesquisa cient\u00edfica de fato, como a Nota T\u00e9cnica: Perfil das Comunidades Terap\u00eauticas Brasileiras, realizada pelo IPEA (2017) a pedido do SENAD, utilizou uma amostra estatisticamente representativa de 661 CTs e demonstrou que as CTs brasileiras se encontram em um processo de padroniza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o, com sedes f\u00edsicas bem equipadas, equipe multiprofissional e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s normativas, e em nenhum momento foi encontrado o conceito de viola\u00e7\u00e3o de direitos ou interna\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias na sele\u00e7\u00e3o da amostra desta pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais recente monitoramento do MDS\/UFMG (Pesquisa dos dados do monitoramento das entidades de apoio e acolhimento atuantes em \u00e1lcool e drogas, 2024) contesta a generaliza\u00e7\u00e3o das den\u00fancias ao avaliar 518 CTs contratadas pelo Governo Federal, uma amostra significativamente maior que inspe\u00e7\u00f5es anteriores. Os resultados demonstram que a regulamenta\u00e7\u00e3o e o monitoramento impulsionaram a qualidade e a profissionaliza\u00e7\u00e3o. Mais de 88% das entidades apresentaram infraestrutura adequada, 98% tinham respons\u00e1vel t\u00e9cnico de n\u00edvel superior, e 60% s\u00e3o vinculadas a Federa\u00e7\u00f5es como a FEBRACT. As notas m\u00e9dias dos acolhidos para qualidade e respeito aos direitos ficaram acima de 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora persistam falhas, o estudo valida a exist\u00eancia de um modelo de CT legalmente constitu\u00eddo e bem avaliado pelos usu\u00e1rios, sugerindo que as den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es se concentram em institui\u00e7\u00f5es irregulares, e n\u00e3o no modelo fiscalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O RINCTS_25, ao negligenciar esta distin\u00e7\u00e3o e generalizar as falhas de um subgrupo para todo o modelo de CT, demonstra um enviesamento que desconsidera os dados de pesquisa robusta e parece confirmar a teoria de que foi constru\u00eddo no intuito de de aviltar as Comunidades Terap\u00eauticas do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A diverg\u00eancia conceitual sobre as viola\u00e7\u00f5es denunciadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, que s\u00e3o a principal t\u00f4nica do RINCTS_25, como a interna\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria, o isolamento f\u00edsico, o uso de conten\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e mec\u00e2nica e as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e \u00e0 liberdade religiosa, s\u00e3o inaceit\u00e1veis e contr\u00e1rias aos princ\u00edpios \u00e9ticos e legais do modelo aut\u00eantico de CT, e s\u00e3o igualmente denunciadas amplamente pela FEBRACT.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o RINCTS_25 falha ao n\u00e3o atribuir essas pr\u00e1ticas \u00e0 natureza clandestina ou irregular das institui\u00e7\u00f5es que as cometem, vinculando-as, indevidamente, ao modelo CT.<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o e perman\u00eancia em uma CT devem ser exclusivamente volunt\u00e1rias. O RINCTS_25 apresenta relatos de acolhidos que foram trazidos \u201c\u00e0 for\u00e7a\u201d e mantidos contra a vontade, o que configura uma pr\u00e1tica que a pr\u00f3pria FEBRACT classifica como incompat\u00edvel com o modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, portanto, n\u00e3o \u00e9 o modelo CT, mas a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e a prolifera\u00e7\u00e3o de locais que n\u00e3o s\u00e3o CTs, mas que atuam sob este nome para explorar a vulnerabilidade das fam\u00edlias e dos dependentes qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O RINCTS_25 enfatiza, tamb\u00e9m, a pr\u00e1tica da \u201claborterapia\u201d como uma \u201cfraude \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de trabalho\u201d e uma substitui\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o de profissionais por m\u00e3o de obra barata. Embora o RINCTS_25 reconhe\u00e7a que o trabalho \u00e9, por vezes, imposto como obriga\u00e7\u00e3o, a vis\u00e3o de uma CT aut\u00eantica \u00e9 que o trabalho, ou atividades de capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, deve ser um instrumento \u00e9tico e protegido de reinser\u00e7\u00e3o social e de desenvolvimento de habilidades, e n\u00e3o uma ferramenta de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A efic\u00e1cia da CT leg\u00edtima e o desfecho positivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O RINCTS_25 critica a falta de evid\u00eancias de efetividade e de metas para a pol\u00edtica p\u00fablica de CTs, concluindo que a l\u00f3gica de confinamento persiste. Contudo, a Tese de Doutorado de Kurlander (2019), que estuda CTs que se alinham ao modelo FEBRACT, oferece evid\u00eancias robustas de efic\u00e1cia do modelo aut\u00eantico.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo longitudinal confirma a efic\u00e1cia do tratamento completo em CTs, demonstrando que a alta terap\u00eautica (conclus\u00e3o do programa) aumenta em 2,5 vezes a chance de indicadores de qualidade de vida elevados ap\u00f3s 12 meses, o que se associa tamb\u00e9m \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da abstin\u00eancia p\u00f3s tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o estudo de monitoramento de CTs paulistas (BARRETO et al., 2021; MADRUGA; BARRETO, 2021), com dados de 8.109 acolhidos de 48 CTs vinculadas ao Programa Recome\u00e7o do Governo do Estado de SP entre 2014 e 2016, comprova que Conformidade e Monitoramento s\u00e3o poss\u00edveis. As CTs avaliadas, em sua maioria ecum\u00eanicas, demonstram engajamento no modelo psicossocial, com mais de 90% dos usu\u00e1rios participando ativamente de atividades como apoio psicossocial e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste estudo, 21,4% dos indiv\u00edduos retornaram ao conv\u00edvio familiar com condi\u00e7\u00f5es de auto sustento, um \u00edndice considerado acima das expectativas para esta popula\u00e7\u00e3o. Isso corrobora que, sob monitoramento, as CTs desenvolvem atividades que promovem a recupera\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos (79,3%), o que \u00e9 vital para o sucesso terap\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos como estes validam o modelo de CT como uma abordagem baseada em evid\u00eancias e desmistifica a cr\u00edtica de que a CT \u00e9 intrinsecamente falha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A imperiosa necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A principal falha do sistema, conforme demonstrado em toda a literatura exposta, n\u00e3o reside no modelo conceitual da Comunidade Terap\u00eautica, mas sim na falta de controle e regulamenta\u00e7\u00e3o dos locais de interna\u00e7\u00e3o para dependentes qu\u00edmicos no Brasil, o que tem contribu\u00eddo para o descr\u00e9dito do modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>A FEBRACT tem historicamente atuado na constru\u00e7\u00e3o de marcos regulat\u00f3rios, como a edi\u00e7\u00e3o de seu C\u00f3digo de \u00c9tica, em 1995, que serviu de base para a elabora\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada ANVISA 01\/2001 e a Resolu\u00e7\u00e3o CONAD n\u00ba 1\/2015, entre outros instrumentos criados para garantir que as CTs sejam avaliadas e fiscalizadas sistematicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O RINCTS_25, ao inv\u00e9s de propor medidas de fiscaliza\u00e7\u00e3o que distingam e validem as CTs leg\u00edtimas e punam as pr\u00e1ticas abusivas, acaba por generalizar e descreditar a \u00fanica modalidade de tratamento que, atualmente, absorve a maior parte da demanda por acolhimentos para dependentes qu\u00edmicos no Brasil. A \u00fanica \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d proposta \u00e9 o fechamento das CTs, sem apresentar uma alternativa vi\u00e1vel e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Este tipo de solu\u00e7\u00e3o trouxe no passado graves problemas, entre eles a prolifera\u00e7\u00e3o das CTs clandestinas e a desassist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o mais necessitada.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostra Kurlander (2024), ap\u00f3s o in\u00edcio do Movimento de Luta Antimanicomial no Brasil, na d\u00e9cada de 1980, cerca de 70 mil leitos foram fechados em hospitais psiqui\u00e1tricos que operavam em condi\u00e7\u00f5es degradantes. Sem uma rede extra-hospitalar estruturada, muitos pacientes ficaram desassistidos e em situa\u00e7\u00e3o de rua. Nesse contexto, institui\u00e7\u00f5es religiosas, sem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos ou profissionais qualificados, passaram a acolher esse p\u00fablico, autodenominando-se equivocadamente como Comunidades Terap\u00eauticas (CTs). Uma d\u00e9cada depois, essas pseudo CTs passaram a oferecer aproximadamente os mesmos 70 mil leitos que haviam sido extintos nos hospitais, absorvendo a demanda de forma prec\u00e1ria e misturando pessoas com transtornos mentais, depend\u00eancia qu\u00edmica e sem-teto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favidas, uma amostra clara de que a pol\u00edtica de fechamento indiscriminado, vinculado \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, n\u00e3o geraram, e n\u00e3o ir\u00e3o gerar, resultados positivos para a nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como aconteceu com todos os relat\u00f3rios anteriores, as conclus\u00f5es do RINCTS_25 n\u00e3o podem ser generalizadas para descrever toda a popula\u00e7\u00e3o de CTs brasileiras, pois a amostragem foi insuficiente para tal, assim como os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o da amostra n\u00e3o foram isentos de vi\u00e9s acusat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para as viola\u00e7\u00f5es est\u00e1 na fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa, na aplica\u00e7\u00e3o da lei contra institui\u00e7\u00f5es clandestinas, e no fortalecimento e financiamento das CTs aut\u00eanticas e regulamentadas que demonstraram ser eficazes na promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida e na reinser\u00e7\u00e3o social dos dependentes qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate de pol\u00edticas p\u00fablicas deve finalmente se afastar do embate ideol\u00f3gico e se concentrar em evid\u00eancias cient\u00edficas, reconhecendo a Comunidade Terap\u00eautica, tecnicamente constitu\u00edda e regulamentada, como um dispositivo leg\u00edtimo, complementar e necess\u00e1rio na rede de aten\u00e7\u00e3o psicossocial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autoria: <\/strong>Dr. Pablo Kurlander<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revis\u00e3o e Apoio: <\/strong>Diretoria FEBRACT<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BARRETO, K. I. S. et al. Comunidade Terap\u00eautica como parte da Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial: Conformidade e Monitoramento s\u00e3o poss\u00edveis? <strong>Cadernos da Defensoria P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo<\/strong>, S\u00e3o Paulo, v.6, n.28. p.7-10, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO FEDERAL &#8211; MPF. PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDAD\u00c3O &#8211; PFDC; MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO DO TRABALHO &#8211; MPT. <strong>Relat\u00f3rio da Inspe\u00e7\u00e3o Nacional em Comunidades Terap\u00eauticas.<\/strong> Bras\u00edlia, DF: MPF; MPT, 2025. 173 p.<\/p>\n\n\n\n<p>CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA \u2013 CFP; MECANISMO NACIONAL DE PREVEN\u00c7\u00c3O E COMBATE \u00c0 TORTURA \u2013 MNPCT; PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDAD\u00c3O \u2013 PFDC; MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO FEDERAL \u2013 MPF. <strong>Relat\u00f3rio da Inspe\u00e7\u00e3o Nacional em Comunidades Terap\u00eauticas \u2013 2017.<\/strong> Bras\u00edlia, DF: CFP, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>INSTITUTO DE PESQUISA ECON\u00d4MICA APLICADA \u2013 IPEA. <strong>Nota T\u00e9cnica: <\/strong>Perfil das Comunidades Terap\u00eauticas Brasileiras.n. 21, mar. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>KURLANDER, Pablo. <strong>Fatores associados \u00e0 recidiva e abandono do tratamento de dependentes qu\u00edmicos: um estudo longitudinal em duas Comunidades Terap\u00eauticas.<\/strong> 2019. 208f. Tese (Doutorado). Universidade Estadual Paulista \u201cJ\u00falio de Mesquita Filho\u201d, Faculdade de Medicina, Campus de Botucatu (FMB-UNESP). Botucatu, SP.<\/p>\n\n\n\n<p>KURLANDER, P. et al. Improving the Quality of Life During Recovery-Oriented<\/p>\n\n\n\n<p>Treatment in Therapeutic Communities for Addiction in Brazil. In:<\/p>\n\n\n\n<p>FLORENCE, M. et al. (eds.). <strong>Handbook of Addiction, Recovery and Quality of Life<\/strong>. International Handbooks of Quality-of-Life. Springer Nature: Switzerland, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/978-3-031-65873-0_28\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/978-3-031-65873-0_28<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>MADRUGA, C. S.; BARRETO, K. I. S. O sistema de monitoramento dos servi\u00e7os de acolhimento social de longa perman\u00eancia do Programa Recome\u00e7o. In: LARANJEIRA, R. et al. <strong>Baseado em Evid\u00eancias:<\/strong> o recome\u00e7o longe das drogas. Editora Brilho Coletivo. 1 ed. p.83-118. S\u00e3o Paulo, 2021.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SECRETARIA NACIONAL DE POL\u00cdTICAS SOBRE DROGAS (SENAD). <strong>Mapeamento das institui\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o-governamentais de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es relacionadas ao consumo de \u00e1lcool e outras drogas no Brasil &#8211; 2006\/2007.<\/strong> Bras\u00edlia, 2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 com profunda indigna\u00e7\u00e3o e um sentimento de injusti\u00e7a que recebemos mais um relat\u00f3rio de \u201cinspe\u00e7\u00e3o nacional\u201d. Este documento n\u00e3o \u00e9 uma an\u00e1lise; \u00e9 uma senten\u00e7a para as Comunidades Terap\u00eauticas (CTs). 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