{"id":1571,"date":"2017-10-27T20:29:42","date_gmt":"2017-10-27T23:29:42","guid":{"rendered":"http:\/\/febract.org.br\/portal\/?p=1571"},"modified":"2017-10-27T20:29:42","modified_gmt":"2017-10-27T23:29:42","slug":"consumo-de-alcool-por-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/febract.org.br\/portal\/2017\/10\/27\/consumo-de-alcool-por-criancas\/","title":{"rendered":"Consumo de \u00e1lcool por crian\u00e7as estimulado pelos pais?"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<h2>Entrevista &#8211; &#8220;A maioria aprende a consumir \u00e1lcool em casa, com os pais. As crian\u00e7as s\u00e3o estimuladas&#8221;<\/h2>\n<p class=\"standfirst\">Nos 70 anos do Alco\u00f3licos An\u00f4nimos, presidente nacional fala sobre como o grupo vem se modernizando para ajudar cada vez mais pessoas com\u00a0 problemas de depend\u00eancia de \u00e1lcool.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/febract.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/1_copo-5305417.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1572\" src=\"http:\/\/febract.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/1_copo-5305417-300x163.jpg\" alt=\"\u00c1lcool mata\" width=\"400\" height=\"218\" \/><\/a><\/p>\n<p>O \u00e1lcool \u00e9 uma das drogas mais consumidas no mundo. Pouca gente pensa no alcoolismo como uma doen\u00e7a que mata.<\/p>\n<p>E, se n\u00e3o mata, ela deixa sequelas graves na sa\u00fade do dependente e um dano muitas vezes irrepar\u00e1vel na vida das pessoas que convivem com ele.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, a presidente da Junta Nacional do Alco\u00f3licos An\u00f4nimos (AA), <strong>Jaira Freixiela Adamczyk<\/strong> mostra como essa entidade, que tem mais de 5 mil grupos espalhados pelo pa\u00eds, vem se modernizando, ao longo de 70 anos, para ajudar cada vez mais pessoas a viver sem esse v\u00edcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/febract.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/1_vid110817gz209-5305790.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1573\" src=\"http:\/\/febract.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/1_vid110817gz209-5305790-300x200.jpg\" alt=\"Dra. Jaira fala sobre o v\u00edcio em \u00e1lcool\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/febract.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/1_vid110817gz209-5305790-300x200.jpg 300w, https:\/\/febract.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/1_vid110817gz209-5305790.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Sendo uma droga socialmente aceita, pouca gente pensa que o \u00e1lcool mata. <\/strong><\/p>\n<p>O alcoolismo \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica. Ele n\u00e3o tem cura, mas tem tratamento. \u00c9 uma doen\u00e7a progressiva, comparada ao c\u00e2ncer. Ela continua se desenvolvendo. Muitas vezes \u00e9 fatal.<\/p>\n<p>Mas responde grav\u00edssimamente no Brasil e no mundo como um todo pelo maior \u00edndice de dem\u00eancia alco\u00f3lica.<\/p>\n<p>Porque o \u00e1lcool compromete o sistema nervoso do indiv\u00edduo, mas, na verdade, compromete todo o organismo.<\/p>\n<p>Digo que o \u00e1lcool \u00e9 a droga mais competente, porque deixa sequelas grav\u00edssimas na vida da pessoa.<\/p>\n<p>A pior crise de abstin\u00eancia \u00e9 a do \u00e1lcool. Ela gera alucina\u00e7\u00f5es, del\u00edrios, dores por todo o corpo e um comprometimento de todo o organismo.<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante a compet\u00eancia que o \u00e1lcool tem.<\/p>\n<h2><strong>Como a gente pode identificar os primeiros sinais da depend\u00eancia do \u00e1lcool?<\/strong><\/h2>\n<p>A fam\u00edlia precisa estar atenta \u00e0quela pessoa para quem tudo \u00e9 a bebida. Na conversa, ela cria logo um motivo para bebida. No final de semana, j\u00e1 quer agitar algo que tenha bebida.<\/p>\n<p>Come\u00e7a a beber na sexta-feira, passa s\u00e1bado e domingo alcoolizado e, na segunda, ao sair para trabalhar e estudar, est\u00e1 sofrendo as sequelas do \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Outro sinal \u00e9 quem come\u00e7a a beber logo pela manh\u00e3. Bebe sozinha muitas vezes, o que \u00e9 um sinal muito grave. Quando ningu\u00e9m mais est\u00e1 a fim de beber, ela continua.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso perceber a import\u00e2ncia que a bebida tem na vida daquela pessoa. Ela s\u00f3 vai aos lugares se tiver bebida l\u00e1.<\/p>\n<p>N\u00e3o vive sem o futebol no s\u00e1bado, mas, na verdade, est\u00e1 mais ligado na cerveja depois da partida.<\/p>\n<p>Quando a pessoa depende da bebida para ser feliz, \u00e9 sinal de perigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>A \u00faltima pesquisa do IBGE mostrou que mais da metade dos estudantes j\u00e1 experimentaram\u00a0\u00e1lcool. Por que os jovens est\u00e3o bebendo mais?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O <strong>Cebrid<\/strong> (Centro Brasileiro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Drogas Psicotr\u00f3picas) tem nos alertado o quanto tem<strong> reduzido a faixa et\u00e1ria de crian\u00e7as e adolescentes apresentando sequelas em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lcool<\/strong>. \u00c9 uma quest\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>Para o jovem, sair para a noite significa fazer um \u201cesquenta\u201d antes e j\u00e1 chegar \u00e0 balada alterado. \u00c9 l\u00e1 continuar bebendo, misturando com outras drogas.\u00a0Tudo vira uma bola de neve.<\/p>\n<p>Temos procurado chegar \u00e0s escolas, \u00e0s comunidades, para dar esse alerta aos jovens.<\/p>\n<p>Infelizmente, n\u00e3o temos consci\u00eancia a respeito da doen\u00e7a do alcoolismo como temos com rela\u00e7\u00e3o ao tabagismo.<\/p>\n<p>Fora a campanha do <em>\u201cse beber, n\u00e3o dirija\u201d<\/em>, o que mais existe para falar do alcoolismo?<\/p>\n<p>Os nossos filhos j\u00e1 s\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o antitabagista. Cresceram numa \u00e9poca em que fumar em local p\u00fablico foi proibido, em que as escolas falam sobre isso, mostram todas as doen\u00e7as associadas ao uso do cigarro.<strong>\u00a0Tomou-se consci\u00eancia de que \u00e9 doen\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o falamos claramente sobre pessoas que podem desenvolver uma <strong>doen\u00e7a chamada alcoolismo.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>\u00a0Ent\u00e3o h\u00e1 mais jovens buscando ajuda do AA?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando comecei a trabalhar com depend\u00eancia qu\u00edmica, 30 anos atr\u00e1s, a faixa et\u00e1ria que vinha \u00e0s reuni\u00f5es era, em sua maioria, acima de 40 anos.<\/p>\n<p>Quando aparecia algu\u00e9m com 25 anos, era uma como\u00e7\u00e3o. A gente ficava muito assustado.<\/p>\n<p>Hoje em dia, a maioria nos grupos ainda \u00e9 acima de 35 anos, mas recentemente participei de um grupo em uma cidade onde 80% das pessoas tinham menos de 25 anos.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 vi adolescente de 16 anos com depend\u00eancia, porque come\u00e7ou a beber com 8 anos de idade, dentro de casa.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>A maioria dos alcoolistas relata que come\u00e7ou a beber em casa?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sim. <strong>A grande maioria aprende a beber em casa, com os pr\u00f3prios pais.<\/strong> Ou com amigos. Mas em casa.<\/p>\n<p>Muitos pais dizem: <em>\u201cQuero que meu filho saiba beber\u201d<\/em> ou <em>\u201chomem que \u00e9 homem bebe\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>E a crian\u00e7a vai sendo estimulada ao uso da bebida alco\u00f3lica desde cedo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Qual o perfil de quem procura o AA?\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando comecei a trabalhar, em 1983, eu tinha nos grupos 15 homens alco\u00f3licos para uma mulher.<\/p>\n<p>Hoje, a m\u00e9dia \u00e9 de 2 para um, e em algumas regi\u00f5es do brasil d\u00e1 empate.<\/p>\n<p>O alcoolismo feminino ainda \u00e9 velado na sociedade, \u00e9 muito solit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Geralmente a mulher bebe em casa, escondido. <\/strong><\/p>\n<p>A maior dificuldade no tratamento da mulher alcoolista \u00e9 o pr\u00f3prio preconceito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Para as mulheres, a bebida tem um efeito ainda mais nocivo?\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 importante fazermos essa alerta.<\/p>\n<p>As mulheres que pensam em ter filhos ou s\u00e3o gestantes devem saber que o uso da bebida alco\u00f3lica durante a gesta\u00e7\u00e3o leva ao desenvolvimento de uma doen\u00e7a chamada <strong>s\u00edndrome do alcoolismo fetal<\/strong>.<\/p>\n<p>Nela, o beb\u00ea nasce com uma sequela neurol\u00f3gica que ir\u00e1 comprometer todo o seu desenvolvimento: a crian\u00e7a ir\u00e1 falar mais tarde, andar mais tarde, ter\u00e1 dificuldade no aprendizado.<\/p>\n<p>Tudo isso fruto do \u00e1lcool.<\/p>\n<p>A gente ainda v\u00ea o quanto as pessoas desconhecem o efeito do \u00e1lcool no organismo humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>O que a ci\u00eancia j\u00e1 concluiu sobre o alcoolismo? Existe uma predisposi\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a?\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sim. Da mesma forma que o m\u00e9dico pergunta se tem um caso de c\u00e2ncer na fam\u00edlia, ele deveria perguntar: tem algum alco\u00f3lico na fam\u00edlia?<\/p>\n<p>Uma grande pesquisa feita na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acompanhou um grupo por 60 anos, desde a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Aquelas crian\u00e7as que tinham familiares alcoolistas mostraram mais predisposi\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a do que outras que fizeram o mesmo uso de \u00e1lcool ao longo da vida. <\/strong><\/p>\n<p>Ou viraram alcoolistas ou vieram a usar outros tipos de drogas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Como convencer uma pessoa de que ela precisa de ajuda?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 um grande desafio.<\/p>\n<p>Minha orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar falar quando a pessoa est\u00e1 sob efeito do \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Quando os pais presenciam aquele filho chegando da rua de madrugada, passando mal, vomitando na casa inteira, essa n\u00e3o \u00e9 a melhor hora para fazer discurso.<\/p>\n<p>Tem que esperar o dia seguinte, chamar a s\u00f3s, mostrar as consequ\u00eancias desse uso.<\/p>\n<p>N\u00e3o apontar a pessoa, mas lembrar as consequ\u00eancias da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Os pais jamais devem ser permissivos, facilitadores.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>E a pessoa que bebe h\u00e1 40 anos? Ela ainda tem jeito?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Claro! Temos pessoas que beberam por muito mais tempo, entraram para o AA e est\u00e3o conosco at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Infelizmente, demoraram muito para pedir ajuda, e \u00e0s vezes, as sequelas j\u00e1 existem.<\/p>\n<p>Mas os familiares podem buscar ajuda, levar a uma sala do AA ou do Alanon, que \u00e9 o grupo de familiares do AA a mostrar a ele que existe ajuda.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, tem que tomar atitude, at\u00e9 fazer uma interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p>Porque, para frequentar o AA, tem que querer.<\/p>\n<p>Digo para a fam\u00edlia jamais desistir, que \u00e9 uma doen\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 uma pessoa que n\u00e3o tem for\u00e7a de vontade, fraca ou n\u00e3o tem f\u00e9.<\/p>\n<p>Sempre pergunto: <strong>se voc\u00ea tivesse um familiar com c\u00e2ncer, voc\u00ea desistiria dele?<\/strong> Elas dizem que n\u00e3o. <strong>Por que com o alcoolismo \u00e9 diferente?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>O que explica o sucesso do AA ao longo de 70 anos?<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 parar de beber, outra \u00e9 a busca de um caminho de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O programa de 12 passos do AA leva o indiv\u00edduo a uma tomada de consci\u00eancia, de que ele tem um problema com bebida, mas que tamb\u00e9m j\u00e1 perdeu o dom\u00ednio sobre a vida dele.<\/p>\n<p>Quando ele come\u00e7a esse caminho, a partir do 12\u00ba passo ele percebe o quanto a vida dele estava permeada de disfuncionalidade, que aquela fam\u00edlia que estava ao lado dele estava tanto ou mais doente quanto ele.<\/p>\n<p>No AA, ele \u00e9 recebido por um ex-alco\u00f3lico.<\/p>\n<p>E ningu\u00e9m pergunta quem \u00e9 voc\u00ea, onde voc\u00ea trabalha, quem \u00e9 sua fam\u00edlia, qual sua religi\u00e3o. Nada disso importa dentro do A.A.<\/p>\n<p>Dentro dessa rede de solidariedade, ele entra num programa e ouve pessoas com hist\u00f3rias de vida que t\u00eam tudo a ver com ele, ele desenvolve um v\u00ednculo, se v\u00ea no outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>As hist\u00f3rias s\u00e3o todas parecidas&#8230;<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sim. S\u00e3o hist\u00f3rias de muita dor, de muito abandono.<\/p>\n<p><strong>Sempre digo que o alco\u00f3lico, antes de abandonar a fam\u00edlia, ele se abandona. <\/strong><\/p>\n<p>O alcoolismo s\u00f3 leva a perdas, primeiro da sua sa\u00fade, depois do trabalho, da pr\u00f3pria fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Porque a fam\u00edlia cansa, se esgota, v\u00ea que n\u00e3o d\u00e1 conta daquela pessoa e n\u00e3o entende como ela continua bebendo depois de tantas perdas, de tudo que eles j\u00e1 passaram nessa fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>E agora o AA vai atr\u00e1s das pessoas nas redes sociais?\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Temos essa ferramenta nova, que est\u00e1 funcionando h\u00e1 alguns meses, uma plataforma lan\u00e7ada no Facebook.<\/p>\n<p>Em um m\u00eas, 3 milh\u00f5es de pessoas foram impactadas, acessaram.<\/p>\n<p>Ao longo do m\u00eas de agosto, 100 mil iniciaram uma conversa. Desses 100 mil, 60 mil eram jovens e mulheres.<\/p>\n<p>A ferramenta chega onde n\u00f3s n\u00e3o conseguimos chegar.<\/p>\n<p>O impacto aumentou em mais de 20% o acesso aos grupos. Nosso site teve um aumento de 1.300% de acessos.<\/p>\n<p>Mas nada supera o atendimento tradicional, nos grupos, onde acontece o acolhimento, a troca. \u00c9 quando a pessoa que est\u00e1 l\u00e1 pela primeira vez ouve que ela \u00e9 a presen\u00e7a mais importante naquele dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>OS 12 PASSOS DO AA\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Admitimos que \u00e9ramos impotentes perante o \u00e1lcool &#8211; que t\u00ednhamos perdido o dom\u00ednio sobre nossas vidas<\/li>\n<li>Viemos a acreditar que um Poder Superior a n\u00f3s mesmos poderia devolver-nos \u00e0 sanidade<\/li>\n<li>Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O conceb\u00edamos<\/li>\n<li>Fizemos minucioso e destemido invent\u00e1rio moral de n\u00f3s mesmos<\/li>\n<li>Admitimos perante Deus, perante n\u00f3s mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas<\/li>\n<li>Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de car\u00e1ter<\/li>\n<li>Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfei\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>Fizemos uma rela\u00e7\u00e3o de todas as pessoas a quem t\u00ednhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados<\/li>\n<li>Fizemos repara\u00e7\u00f5es diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que poss\u00edvel, salvo quando faz\u00ea-las significasse prejudic\u00e1-las ou a outrem<\/li>\n<li>Continuamos fazendo o invent\u00e1rio pessoal e quando est\u00e1vamos errados, n\u00f3s o admit\u00edamos prontamente<\/li>\n<li>Procuramos, atrav\u00e9s da prece e da medita\u00e7\u00e3o, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O conceb\u00edamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade e rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, e for\u00e7as para realizar essa vontade<\/li>\n<li>Tendo experimentado um despertar espiritual, gra\u00e7as a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alco\u00f3licos e praticar estes princ\u00edpios em todas as nossas atividades<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Fonte: AA e <a href=\"http:\/\/www.gazetaonline.com.br\/bem_estar_e_saude\/2017\/09\/a-maioria-aprende-a-beber-em-casa-com-os-pais-as-criancas-sao-estimuladas-1014101887.html\">Gazeta online<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos alcoolistas relata  que come\u00e7ou a consumir \u00e1lcool em casa, com os pr\u00f3prios pais. 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